Filha ilegítima de um príncipe e de uma famosa cortesã, Lucia viveu confinada em escolas e conventos durante a maior parte de seus vinte anos. Mas a austeridade dos ambientes não a impediu de provocar um escândalo depois do outro. Exasperado, o príncipe Cesare de Bolgheri decide que a filha deveria se casar - e quanto antes. Controlar Lucia passaria a ser problema do marido. Para arranjar o casamento, Ian Moore, o mais respeitado diplomata britânico, é chamado às presas de uma missão na Anatólia. De volta à Inglaterra, ele promete a si mesmo que achará um marido para Lucia em poucas semanas, mas logo vê que sua experiência de diplomata talvez não seja suficiente para quebrar a resistência da moça. Apesar de não faltarem candidatos convenientes à nobreza e ansiosos para dividir o leito com uma jovem tão atraente, nenhum está à altura do espírito e da paixão de Lucia. Como convencer Lucia a casar-se por imposição do pai, e não por vontade própria? Será que algum acordo é possível quando é o amor que está em jogo? Sir Ian descobrirá que, muitas vezes, é mais difícil negociar com uma mulher do que com chefes de Estado.


Li em um dia esse livro! Foi uma leitura leve, mas tão deliciosa, que sem dúvida nenhuma ficará um bom tempo em minha estante para uma próxima releitura...

A história é simples, Lucia é uma moça que repudia literamente as regras sociais da época. Com uma alma sempre apaixonada, indisciplinada, a filha ilegítima de um principe italiano com uma cortesã, se mete em várias encrencas e escândalos, que chegará uma hora em que ela terá que pagar muito caro por isso...

O pai exige que a filha se case em 6 semanas! E o diplomata Sir Ian Moore será o mediador desta negociação, no qual terá que satisfazer todas as estipulações do príncipe. Para piorar e atrapalhar seus planos, Lucia só aceita se casar por amor. Mas Ian, não tem paciência para esperar seu príncipe encantado. Seu objetivo é simplesmente negociar o quanto antes o casamento, para que possa voltar às suas funções diplomáticas na Anatólia. E assim começa a batalha de vontades...

O destaque do livro com certeza são os seus protagonistas. Lucia é uma divertida personagem, que tem conhecimento do seu charme feminino, não tendo escrúpulos sobre como usá-lo e abusar dos mesmos. Sendo ilegítima, ela nunca foi reconhecida oficialmente pelo seu pai, que é um estranho para ela e que a tem rejeitado sempre _ deixando-a durantes anos com familiares no campo, depois num convento e por último trancafiando-a no castelo. Esse era o esforço e equidade em mantê-la fora de encrencas e evitar (sem sucesso) os seus numerosos atos de rebelião.

Ian Moore, é um diplomata britânico bem sucedido, com personalidade forte e com um comportamento um tanto sério e introspectivo. Leva o seu trabalho na mesma seriedade, não revelando os seus verdadeiros sentimentos, num casulo que o mesmo criou para preservar seu controle frio e equilibrado, atribuindo assim para os seus próprios interesses diplomáticos.
Desde o começo, ele foi muito claro nas noções de seu dever, honra e adere a esses mesmos padrões exigentes, mesmo quando ele realmente não quer...
Embora ele esconda suas lutas muito bem, a autora permite-nos vislumbrar o modo como ele é realmente humano. E o seu comportamento frio e distante, é gradativamente alterado quando ele conhece Lúcia. A partir daí, o leitor se delicia vendo o seu auto-controle se desintegrar...
No desfolhar das páginas, é surgida uma tonelada de química e de tensão entre eles e, quando finalmente ele não pode mais ajudar a sí próprio, as coisas fogem totalmente do seu controle. É bombástico!!! rs

É um romance simples, mas seus personagens e suas narrativas são tão atraentes e singulares, que o leitor não consegue se desgrudar do livro até o seu término. Eu ri, chorei, suspirei, com as emoções das páginas tão ao meu alcance que foi impossível deixar de sentir a tristeza e alegria de seus personagens. Como diria Lucia em seu idioma nativo: Questo è un bellissimo romanzo...



Dona de um restaurante em Chicago, Kate Donovan não poupa esforços para cumprir seus objetivos. Mitchell Wyatt é um empresário de personalidade indomável, herdeiro da expressiva fortuna da família Wyatt. Kate tentou resistir a Mitchell, mas foi em vão. A princípio, deram passagem à timidez, mas com o tempo se entregaram a um turbilhão de emoções novas e mágicas, diferente de todas as experiências que já haviam vivenciado.
O cenário da paixão arrebatadora é a ilha tropical de Anguila, terrritório britânico no Mar do Caribe. Mas a plenitude da felicidade chega ao fim quando Mitchell é intimado por sua família a comparecer ao interrogatório sobre o desaparecimento de seu irmão. Com o alvoroço e a pressão provocados pelos jornais, ele se isola em seu mundo de poder e privilégios.
Insegura, Kate começa a desconfiar do que sabe a respeito de sua misteriosa paixão. Teria sido ele o culpado de um escândalo com tamanha proporção? Que segredos revela seu passado? O que o futuro lhe reserva? O que ele planeja com ela?
Numa história que dosa paixão, mistério, assassinato e psicologia em tom dinâmico e arrebatador, a mestre do romance Judith McNaught, autora do best- seller Witney, meu amor, instiga leitores do mundo inteiro a conhecer o desfexo dessa eletrizante relação de Kate e Mitchell e das inúmeras intrigas em que se envolvem.

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Este comentário contém spoilers

Embora o livro tenha sido um bom entretenimento, Todo Ar Que Respiras, para mim foi muito decepcionante. Judith Mcnaught certamente não fez o seu melhor, nem mesmo o seu segundo melhor! Apesar disto, Judith continua sendo a minha autora preferida em romances, mas se destaca muito mais no gênero histórico. Com exceção de Em Busca do Paraíso, Judith Mcnaught tem se saído melhor com certeza nos romances históricos.

Já li quase todos os livros da autora. Seus personagens marcantes, complexos, originais, com narrativas inteligentes e perspicazes, destacam-se por sua excelência sem dúvida. No entanto, em Todo Ar Que Respiras, os personagens são totalmente previsíveis e ocos. O enredo então, é tão clichê, que estou certa de ter lido várias versões do mesmo muitas vezes em outros romances...

Para piorar Judith Mcnaught não tem cacife para romances policiais, pelo menos neste livro ela mostrou exatamente isso para mim. Foi tão sem propósito, o assassino foi pessimamente escolhido, sem falar da falta de criatividade do crime e depois do sequestro. E o que era aquilo das secretárias de Mitchell num capítulo inteiro falando sobre ele?! Os protagonistas foram muito pouco desenvolvidos pela autora, e para tampar o furo, a autora nos últimos capítulos inventa duas personagens, descrevendo apressadamente o homem de negócios, que a mesma não colocou desde o início do livro... Outra coisa, foi Kate (a protagonista) não ter revelado o filho para Mitchell. Outro detalhe bem clichê ( e sempre acho de muito mal gosto por sinal), mas o pior foi realmente a desculpa dela de esconder isso, foi tão fraco, que acabou para mim se revelando uma personagem orgulhosa e burra!

A melhor parte do livro sem dúvida é na Ilha tropical de Anguila, lá realmente conteve algumas páginas muito atrativas. Afinal, um dos pontos fortes da autora são as narrativas e diálogos inteligentes e com certa dose de humor em seus personagens. Apesar, de ter ficado decepcionada com o enredo e com as características um tanto batidas e prevísiveis dos mesmos, achei os diálogos muito interessantes e envolventes como sempre...

Destaco ainda uma curiosidade. A autora no começo do livro agradece aos seus colaboradores. E já no primeiro parágrafo agradece o cantor Michael Bublé, como o seu cantor favorito, revelando sua gratidão e afeto pelo mesmo. Judith Mcnaught mostra na prática os seus sentimentos pelo cantor, destacando no livro um trecho sobre a vida do mesmo e suas músicas.

Portanto, voltando ao livro, quero deixar claro que ele é bom sim, mas somente para ler como uma distração. Ahhh, esperava muito mais da autora. Além do preço nas livrarias ser um tanto abusivo, imaginei algo completamente diferente, equivalente pelo menos ao livro Em Busca do Paraíso ou Tudo por Amor...

Este livro com certeza não está entre meus favoritos da autora. Uma pena!

02/02/2009

Ensurdecedor

Postado por Lili |


Em 1905, as pesadas portas da Escola para Surdos de Bellevillem, no Canadá, se fecham atrás da jovem irlandesa Grania O´Neill. Surda desde os cinco anos de idade, ela sabe, então, que está entrando em um mundo que será exclusivamente seu. Lá fora, fica o o domínio dos que ouvem, hostil e inclemente; lá fora fica inalcançável sua querida família. Dentro da escola, a solitária menina se defronta com uma rotina de disciplina onde aprende a língua de sinais e a falar, e luta contra a noção de que é "diferente".
Ao terminar seus estudos a bela e decidida Grania se apaixona por Jim Lloyd, um jovem médico de audição normal. Os dois criam um vocábulo novo, emocional", feito de sons e de silêncio. Suas vidas parecem estar completas, mas a Primeira Guerra Mundial logo os separa e os arrasta para o centro dos eventos que mudariam a civilização.


É o primeiro livro que leio da autora e gostei muito da leitura. A autora Frances Itani é especificamente muito detalhista em sua obra, e como consequência a narrativa se torna lenta, mas bastante agradável. O tema também é bastante denso. Itani narra a história de Grania, uma jovem irlandesa que aos 5 anos de idade, teve escarlatina e que após a doença ficou surda. A autora com muita intensidade, explora a sua infância, contando minuciosamente toda a sua dificuldade e seu processo gradativo de se comunicar melhor com o mundo.

Quando a jovem menina cresce, logo se apaixona por Jim ou melhor dizendo "Chim", pois ela somente conseguia chamá-lo assim. A história deles é linda e muito tocante. Jim é um jovem rapaz que tem uma audição normal e se apaixona por Grania...Vivendo um amor lindo, onde a linguagem não é empecilho, afinal a linguagem do amor é universal, o leitor logo se intera em suas vidas e partilha com muita emoção seus anseios e desejos...

Além do amor presente, o livro é uma aprendizagem constante. O leitor se transporta no lugar de Grania e sente como se fosse em sua pele as dificuldades do seu dia-a-dia e imagina o mundo em absoluto silêncio... O leitor torce por Grania e se emociona em sua forma de ver o mundo, em um mundo sem som, aprendendo a viver em seu eloquente silêncio...

Mas o livro tem muito mais. Da metade ao final explode a 1ª guerra mundial, e Grania vive com a separação de seu amado esposo. Com uma riqueza de detalhes impressionante, a autora descreve a carnificina e os tormentos psicológicos que a guerra causa. É muito forte e realista. Fiquei com o coração apertado enquanto virava as páginas...

Fechando este post, vou deixar dois trechos do livro, descrevendo um pouco a guerra, na carta que Jim escreve para a sua amada esposa:

Às vezes, o solo estremece sob nossas botas. O ar vibra. Às vezes, há um barulho de assobio antes da explosão. E, então, tudo é silêncio.


Quando há os sinais luminosos, clarões e fogos de artifício por toda parte à sua volta, você vê de repente silhuetas, homens caminhando, dos dois lados, ali na terra de ninguém. Forças-tarefas. Alguns carregando rolos de arame. As figuras se imobilizam até o manto do escuro cair novamente. E então, a movimentação recomeça mais uma vez.

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